Essa é uma das horas mais difíceis do ano. Conseguir sintetizar e colocar todas as grandes obras que passaram pelos cinemas brasileiros em 2017 em uma lista dos “10 MAIS”. A Vigília tentou, a briga comeu solta na redação. Todos sobreviveram (mas tem gente que não se conversa mais). Esperamos que o espírito de final de ano prevaleça e que tudo logo se resolva. E por favor, não nos odeie você também, aí do outro lado da tela do computador.
Mas fique a vontade de comentar os filmes que você mais gostou e quais deveriam estar nesta lista.

8- Fragmentado – M. Night Shyamalan estava devendo. Mas voltou com todas as ferramentas que o lançaram ao estrelato em Fragmentado. Além de surpreender da sua melhor maneira (com o clássico plot-twist) ele agora entra na onda dos universos expandidos do cinema. E fez todo o cinema estremecer em sua última cena (um pós-créditos certeiro). E o mais legal, tudo vai continuar com Glass, com data de estreia prevista para janeiro de 2019. Já queremos assistir!
5 – Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) – Um filme cool do início ao fim, que flerta com ação, aventura e musical. O diretor inglês Edgar Wright mostrou novamente sua assinatura e paleta de cores em uma história envolvente. O protagonista Ansel Elgort é marcante, amparado com seus coadjuvantes de luxo. Mas o filme perde pontos, não por ele, mas pelo que veio à tona depois (muito tempo depois) de sua estreia. Um dos vilões do longa é ex-astro Kevin Spacey, protagonista de uma das histórias mais repugnantes de 2017. Uma pena. Mas Em Ritmo de Fuga é bom, é muito bom.
2- Manchester à beira mar – Outro filme que perde um pouco do brilho pelo envolvimento do seu protagonista, que também tem a vida particular se sobressaindo pela sua vida profissional. Apesar disso, Casey Affleck levou o Oscar de Melhor Ator na última premiação, o que gerou muita polêmica. Mas mesmo assim, é um drama forte, que nos acerta o estômago e mistura uma beleza dramática entre cores, a cidade e a história triste dos personagens. É angústia para todos os lados. É bonito e trágico.
1- La La Land – Cantando Estações – A produção do diretor Damien Chazelle (Whiplash: Em Busca da Perfeição) esteve com o prêmio máximo do cinema nas mãos, literalmente. Mas uma treta jamais vista o tirou o cobiçado Oscar (relembre aqui), e quem comemorou foi Moonlight: Sob a Luz do Luar. Independente disso, merece o nosso primeiro lugar. É impossível sair da sala de cinema da mesma forma que você entrou depois La La Land – Cantando Estações. Emma Stone que o diga. De quebra, o filme ainda nos trouxe vários ensinamentos (Confira aqui).
Menções honrosas:
Como o trabalho de escolha foi árduo e tortuoso, vamos dar destaque para três grandes obras que também merecem nossa total admiração nesse ano e não podiam faltar numa lista de Melhores de 2017.
IT: a Coisa – A adaptação de IT: Uma Obra Prima do Medo, de 1990, foi um verdadeiro sucesso de público e crítica. O diretor argentino Andy Muschietti (Mama) conseguiu o que muitos duvidavam: repaginou um ícone (o palhaço de Tim Curry), dando amplitude para uma das obras mais conhecidas de Stephen King. Misturou terror, comédia e aventura em doses certeiras. Pra completar o pacote todo, IT desbancou o clássico “O Exorcista” do topo de maior bilheteria de um filme de terror. Um feito e tanto, afinal o recorde vinha desde o longínquo ano de 1973. E vai ter continuação.
Como Nossos Pais – O vencedor de melhor filme do 45º Festival Internacional de Cinema de Gramado é tocante. Um dos grandes momentos do cinema nacional em 2017. Dirigido por Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças, Chega de Saudades – #coramao pra ela) e estrelado por Maria Ribeiro, “Como Nossos Pais” não é um filme sobre um relacionamento amoroso, nem nada assim. Essa é a história de Rosa (Maria Ribeiro) e as suas relações. Os homens que nos desculpem, mas assim como esse filme, essa crítica é praticamente um papo entre mulheres.
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