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De Repente uma Família: drama e comédia na dose certa | Crítica

Isabela Moner, Gustavo Quiroz, Julianna Gamiz, Mark Wahlberg and Rose Byrne in Instant Family from Paramount Pictures.

Sabe aquele sentimento de coração quentinho depois de algo que nos faz sentir bem? É com essa energia que De Repente uma Família chega aos cinemas do país todo. Outra coisa legal: o filme foi inspirado na vida do cineasta Sean Anders (Pai em Dose Dupla 1 e 2) que escreveu e dirigiu o filme.

Olha esse elenco!

Não lembro de ter assistido muitos filmes sobre adoção durante minha vida toda, então, é possível dizer que o plot do filme não é “batido”, porém, as situações são um pouco repetitivas, usando alívios cômicos que outras comédias familiares também já usaram. A ideia central é bem simples: um casal estável decide adotar uma criança. O conselho diz que a criança tem dois irmãos. Eles acabam acolhendo os três numa espécie de “período de testes”.

Ellie (Rose Byrne) e Pete (Mark Wahlberg) acolhem a adolescente Lizzy, interpretada por Isabela Moner (Transformers e a futura Dora Aventureira), e seus dois irmãos mais novos: Juan (Gustavo Quiroz), que sofre de algum tipo de ansiedade social que o deixa sempre muito nervoso, e a menorzinha, Lita (Julianna Gamiz), que é completamente fofa porém um furacão que consegue xingar em dois idiomas e gritar a plenos pulmões não importa a hora do dia.

Problemas entre mãe e filha? Tem sim!

É interesse acompanhar o desenvolvimento da história, como os novos “pais” se preparam para receber as crianças em casa, como o sistema de adoção e acolhimento funciona, e um pouco de como é montar uma família. Sean Anders conseguiu abordar temas bem delicados, como famílias mestiças, uso de drogas, pedofilia e preconceito contra a adoção de uma forma muito envolvente.

O grande “problema” é que o filme é uma comédia, então algumas situações são feitas para serem engraçadas, porém, elas não fazem sentido. Sem spoilers, mas tem um momento em que Pete e Ellie são levados para a delegacia, o que é super sério quando levando em conta o processo de adoção. Mas, milagrosamente, as crianças continuam com eles! Gente, como assim? Entendo que o alívio cômico tem essa função de deixar a história mais leve, mas “bora” trabalhar isso daí.

As partes dramáticas são de quebrar o coração. Acho que minhas duas preferidas são quando Pete e Ellie decidem trazem os três irmãos para casa e no momento em que Juan precisa ir para o hospital. Chorei assistindo? Chorei sim. Também é interessante que mesmo que seja um filme baseado em fatos reais, podemos conhecer uma realidade que talvez muitos de nós não tenham nem noção de como é, que é o processo de adoção.

Meu Deus, essa vó não parece uma personagem de filme de terror????

Uma menção honrosa muito necessária: Octavia Spencer. A ganhadora do Oscar interpreta uma das agentes sociais responsáveis por ajudar na aproximação de crianças e suas novas famílias e ela não decepciona em nenhum momento. Sou #TeamOctavia sempre.

De Repente uma Família chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 29 de novembro e a Vigília recomenda!

Veredito da Vigilia
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