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Luca: uma inocente história de verão com o selo Pixar

BELOW THE SURFACE – Jack Dylan Grazer and Jacob Tremblay lend their voices to Alberto and Luca — two sea monsters who meet one summer off the coast of the Italian Riviera. With a shared fascination with all things human, Alberto and Luca venture to the seaside town of Portorosso together, where they experience gelato, pasta and the power of friendship. Directed by Academy Award® nominee Enrico Casarosa (“La Luna”) and produced by Andrea Warren (“Lava,” “Cars 3”), “Luca” debuts on Disney+ on June 18, 2021. © 2021 Disney/Pixar. All Rights Reserved.

Dia de assistir a um lançamento da Pixar. Dia de chover no molhado, no melhor sentido da palavra. Afinal, em se tratando de Luca, sabemos que entraremos em uma animação bonita, divertida e emocionante. E na estreia do dia 18 de junho (nos cinemas e diretamente no Disney+, sem necessidade de pagamento extra) você que gosta de cinema já sabe, vai “chover no molhado”. E você vai se molhar, afinal, é do fundo do mar de onde saem nossos mais novos amigos do universo animado do estúdio da Disney: Luca Paguro e Alberto Scorfano. Sim, estamos em uma praia da Itália, na pequena Portoroso, então é melhor ler esses nomes com o sotaque carregado e a mãozinha fazendo o movimento com as pontas dos dedos se encostando. Os dois monstrinhos aquáticos (ou garotos-peixe) vão nos guiar por uma jornada de amadurecimento. Uma saga que nos faz valorizar a amizade e perceber como ela nos faz evoluir e pode nos tirar da zona de conforto.

Dirigido por Enrico Casarosa (do curta “A Lua”), Luca é dublado em sua versão original por Jacob Tremblay (O Quarto de Jack, O Extraordinário) como o próprio Luca, e Jack Dylan Grazer (Shazam, IT: A Coisa) como Alberto. E tudo começa no fundo do mar, onde conhecemos criaturas submarinas que se escondem dos humanos. Esses, por sua vez, invariavelmente querem caçá-los. Principalmente os pescadores deste pequeno vilarejo na Riviera Italiana. É nesse cenário bucólico e colorido que somos jogados, e, desde o início, já simpatizamos com o contexto. Embaixo d’água, a família de Luca o impede de todas as formas de ir à superfície. Sua obediência acaba limitando a uma vida muito pacata. Já no mundo exterior, a menina Giulia Marcovaldo (Emma Berman) tenta provar que pode vencer um peculiar triatlo que envolve Natação, Ciclismo e, a melhor das provas, “Comer Massa” (pasta, afinal, Itália!) e acabar com o triunfo “maligno” do bully Ercole Visconti (Saverio Raimondo).

luca giulia e alberto
Uma animação na Itália precisa ter PASTA! (Cred. Disney/Pixar)

É evidente que a descoberta do mundo exterior cruza o caminho de todos esses personagens. Mas é no triângulo Luca-Alberto-Giulia que tudo vai mudar. Luca, o menino-peixe gentil e amável, começa a desvendar o mundo da superfície graças a Alberto. E claro, cada descoberta terá um tom ou divertido, ou de aprendizado, ou de desafio. Tudo isso com a competência Pixar de sempre. Conhecer a vida e aproveitar tudo que ela possibilita, na melhor tônica da música “o mundo é maior que seu quarto” passa a ser o objetivo de Luca em meio a união com Giulia e Alberto para vencer Ercole no triatlo. Todo o seu aprendizado é encantador e todas suas ações estão em volta de muita sinceridade e inocência.

Assim como constroem uma Vespa de sucatas, Luca e Alberto constroem uma bela amizade. (Cred. Disney/Pixar)

Aliás, a inocência guia quase todo o filme. Luca e Alberto criam uma realidade muito única do mundo exterior. Vencer o triatlo é realizar o sonho recente de viajar o mundo a bordo de uma Vespa Italiana. É ela que nos dá também uma noção de tempo, imaginando que tudo se passa na década de 50, quando a motoneta da Piaggio ganhava o mundo inteiro pelo seu tamanho, beleza e design. Fica fácil saber porque os garotos logo se entregam a este sonho. E esta inocência é vista do início ao fim do longa, cativando ainda mais as conquistas que teremos à frente.

Luca (Jacob Trambley) e Alberto (Jack Dylan Grazer) em uma linda cidade da Riviera Italiana. (Cred. Disney/Pixar)

Luca, como mencionei no início do texto, é Pixar em sua excelência. Pode não ser um novo grande divisor de águas como alguns de seus antecessores, mas é um respiro importante para as animações, contando uma clássica história de verão. Singela, incrível e com uma lição de que a vida pode ser o resultado de nossas escolhas e aprendizados. Mais do que isso, é aprender que o conhecimento nunca é demais e que não precisa ter limites. E se tivermos amigos e família nos dando forças, tudo ficará ainda melhor.

A Vigília Recomenda! Ah, fique até o final dos créditos!

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