Como vocês escutaram no episódio da Torre de Vigilância sobre os indicados ao Oscar, sou fã de Meryl Streep. Qualquer filme que ela faz eu assisto. Em Florence: Quem é esta mulher?, Meryl foi protagonista e indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Prontamente fui assistir esse filme e – Desculpa, Meryl – fiquei muito frustrada.
Florence Foster Jenkins, título original do filme, é a protagonista dessa história. Baseada em fatos reais, na década de 40, ela é uma herdeira rica e bem resolvida na vida, mas resolve investir na carreira de cantora de ópera. Porém, apenas ela acha que isso é uma boa ideia. Todas as outras pessoas, incluindo seu professor de canto e o pianista que ela contratou, Cosme McMoon (Simon Helberg), sabem que ela não leva jeito para a coisa, mas ninguém a faz desistir. Seu marido, Sr. Clair Bayfield (Hugh Grant), tenta protegê-la de todas as formas, inclusive comprando todos os jornais com críticas negativas de todas as bancas no limite de duas quadras de onde eles moram, porém, a reação do público na hora do espetáculo não mente: ela está passando vergonha.
Para retratar a busca pela carreira de cantora de Florence, o diretor Stephen Frears foi pelo caminho cômico. Na França, foi lançado quase ao mesmo tempo Marguerite, um filme também inspirado em Florence, mas com foco nas relações sociais e muito mais dramático. A versão americana exagera. A plateia se deita no chão de tanto que ri da cantora, que está se apresentando num dos mais pomposos teatros americanos da época. O ponto alto do longa são os figurinos, maquiagem e ambientação de época, que estão impecáveis.
Apesar do elenco com grandes nomes, aliás, é estranho ver Hugh Grant envelhecido e Simon Helberg sem ser Howard de The Big Bang Theory, o filme deixa muito a desejar. O roteiro não empolga, na metade do filme só se espera que o filme acabe, infelizmente. Dessa vez, a Vigília NÃO indica. Que pena, Meryl.
