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Dinheiro Suspeito resgata os ótimos thrillers dos anos 90

Dinheiro Suspeito

RIP. (L to R) Matt Damon as Lieutenant Dane Dumars and Ben Affleck as Det Sergeant JD Byrne in RIP. Cr. Claire Folger/Netflix © 2024.

Dinheiro Suspeito (The Rip), novo original da Netflix produzido pela dupla Matt Damon e Ben Affleck é um novo respiro entre os longas originais do serviço de streaming. A decisão acertada de trazer a dupla que já produziu pérolas como Gênio Indomável, O Último Duelo e Air, acabou resultando em um thriller policial à moda antiga, como aqueles clássicos dos anos 90 que fez gerações crescerem com ótimas referências de cinema. Ponto para Damon, Affleck e claro, a própria Netflix.

Lançado na sexta-feira, dia 16 de janeiro, no mundo inteiro, o longa tem direção de Joe Carnahan (Mate ou Morra, Fogo Cruzado e Esquadrão Classe A) e reúne um elenco de caras conhecidas. A trama acompanha uma equipe de policiais que se vê abalada pela morte de sua capitã Jackie (Lina Esco) e se lança em uma noite repleta de tensão ao encarar uma última missão “antes de bater o cartão na saída da firma”. E é quando eles descobrem uma apreensão multimilionária que a honra e a verdade de cada um deles começa a ser colocada em cheque.

É preciso dizer ainda que a história é baseada em fatos reais. Ou seja, a ocorrência policial realmente aconteceu, e tal qual mostra o filme, os protocolos são aqueles mesmos. Se eles tiverem que contar as cédulas de mais de US$ 20 milhões no local, eles vão contar (e duas vezes).  

E é com base nessa apreensão/missão que o longa aposta na cobiça da equipe – formada por Dane Dumars (Damon), J.D. Byrne (Affleck), Mike Ro (Steven Yeun), Numa Baptiste (Teyana Taylor, de Uma Batalha Após a Outra) e Lolo Salazar (Catalina Sandino Moreno) – afinal, se o dinheiro é sujo, porque não usar em causa própria, não é mesmo? Em uma cidade próxima a Miami, eles chegam na residência de uma colombiana vivida por Sasha Calle (Flash). E por lá o filme se manterá por quase 80% do tempo, com o clima pesando a cada momento.

Joe Carnahan trabalha bem o roteiro escrito por Ben Affleck e Matt Damon e envolve o espectador do início ao fim. Apesar de termos também muita ação, é nos diálogos e nas interpretações do núcleo central do filme que está seu grande valor. Um verdadeiro jogo de quebra-cabeças vai se desenhando aos poucos e a todo momento vamos por em dúvida a honra e a retidão de cada um dos policiais ali envolvidos. Vale lembrar ainda que orbitando esse núcleo, ainda temos a participação certeira de Kyle Chandler. 

Com a tensão cada vez mais crescente, Dinheiro Suspeito se mostra realmente um thriller com toda a cara dos anos 90 (aliás, a maioria dos filmes desse gênero e dessa época se sobressaem a muito do que é produzido atualmente). A cartada final é quando temos o clássico plot-twist, onde os flashbacks desenham direitinho todas as idas e vindas dos personagens, sejam mocinhos ou vilões. Ou seja, quem viveu os anos 90 vai adorar. O que sem dúvida nenhuma, é o meu caso.

Veredito da Vigilia

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