Depois de inúmeras adaptações do lendário arqueiro ao longo das décadas, Robin Hood retorna aos cinemas em uma versão bastante diferente daquela que o público está acostumado. Em A Morte de Robin Hood, o diretor Michael Sarnoski (de Um Lugar Silencioso: Dia Um) apresenta uma releitura mais intimista, melancólica e realista dos últimos dias do personagem, vivido por Hugh Jackman (que esteve recentemente em Song Sung Blue. O longa estreia nos cinemas brasileiros em 13 de agosto.
Na trama, Robin Hood já está longe do herói em seu auge. Atormentado pelas cicatrizes de uma vida marcada pela violência e pelos crimes que cometeu, ele sobrevive por pouco ao que acreditava ser sua última batalha. Gravemente ferido, acaba sendo encontrado por uma mulher misteriosa, que o acolhe e cuida de seus ferimentos. Enquanto tenta recuperar o corpo, Robin também precisa enfrentar os fantasmas de seu passado, que voltam para cobrá-lo.
Para construir esse clima mais sombrio e humano, a produção apostou em diversas escolhas visuais pouco comuns nas grandes produções atuais. O diretor de fotografia Pat Scola, conhecido por trabalhos como Sing Sing (2023) e Amor e Obsessão (2025), optou por filmar todo o longa em película de celuloide, abrindo mão do tradicional visual digital. A intenção era dar mais textura e autenticidade às imagens, aproximando o espectador daquele universo medieval. No elenco, além de Jackman, também estão Jodie Comer (de Killing Eve e Extermínio: A Evolução – 28 Years Later) e Bill Skarsgård (It: A Coisa, Nosferatu).
A fotografia também acompanha a transformação emocional do protagonista. Enquanto o início da narrativa é marcado por tons frios, acinzentados e um ambiente hostil, a chegada de Robin ao Priorado muda completamente a paleta de cores. Conforme o personagem inicia seu processo de recuperação física e emocional, a fotografia ganha mais luz e calor, refletindo visualmente essa mudança.
As paisagens da Irlanda do Norte servem de cenário para essa nova versão da história. A região, conhecida por também receber produções como “Game of Thrones”, oferece a imponência necessária para a ambientação medieval. O trabalho do designer de produção David Lee, responsável também pela série “Watchmen”, contribui para esse resultado com cenários concebidos inicialmente em desenhos feitos à mão, desenvolvidos em parceria com Sarnoski.
Misturando drama, ação e uma abordagem mais contemplativa, “A Morte de Robin Hood” propõe uma nova leitura de uma das figuras mais conhecidas da cultura popular, apostando menos no mito do herói invencível e mais na humanidade do homem por trás da lenda.
