“One Piece – O Filme” é caça ao tesouro divertida e reflexiva
O que é um tesouro para você? Para alguns, pode ser algo concreto e de grande valor monetário. Para outros, algo abstrato, mas carregado de simbolismo e valor sentimental. Para entender um pouco mais essa metáfora, convido você a assistir a “One Piece – O Filme”, primeiro longa-metragem baseado na obra de Eiichiro Oda e que irá estrear de maneira inédita e dublada nos cinemas brasileiros no dia 24 de setembro de 2026. A distribuição é da Paris Filmes. Antes do filme, os espectadores podem conferir o especial “One Piece – O Carnaval de Dança do Jango”.
Lançado originalmente em 2000, no Japão, o filme também é conhecido pelo título “O Grande Pirata do Ouro!” e se passa entre os episódios 18 e 19 do anime. Na história, acompanhamos o Bando dos Chapéus de Palha ainda incompleto, formado apenas por Luffy, Nami, Zoro e Usopp (Sanji só apareceria no anime a partir do episódio 20). Os quatro tripulantes do Going Merry começam a história procurando algo para comer, já que Luffy comeu demais (para variar) e deixou os companheiros famintos antes do previsto.
Na busca por algo para matar a fome, o navio é assaltado por piratas, que acabam entrando em confronto com os nossos heróis. É no meio desse embate que Luffy e sua turma dão de cara com o vilão Eldorago, um pirata que está em busca do lendário tesouro de Woonan.

De acordo com a lenda, Woonan roubou um terço de todo o tesouro do mundo. Porém, o pirata, que possuía um código de honra, levou consigo apenas os bens daqueles que ele julgava serem malfeitores. Eldorago, obcecado por ouro, possui o mapa desse tesouro e parte então em busca dessa riqueza.
Nessa jornada, conhecemos também Tobio, um jovem tripulante que, apesar de estar no bando de Eldorago, quer mesmo é fazer parte do grupo de Woonan. Outro personagem importante é Ganzo, avô de Tobio, que possui um passado misterioso e também acaba envolvido nessa caça ao tesouro. Já Luffy se mete nessa confusão apenas para conhecer esse famoso pirata, já que, para ele, Woonan parece ser “um cara legal”.

Para quem está acostumado a acompanhar One Piece e seus mais de mil episódios (enquanto escrevo esta crítica, o anime se encontra no capítulo 1178), “One Piece – O Filme” segue a fórmula tradicional da série: personagens cruzando o caminho de Luffy e descobrindo um novo significado para tudo o que viveram até então, situações inusitadas e cheias de humor entre os membros do Bando dos Chapéus de Palha, além de muita aventura e pancadaria. A batalha final entre Luffy e Eldorago é um dos destaques do longa, com direito até a referências a Dragon Ball Z.

No final das contas, “One Piece – O Filme” é sobre o significado que cada um dá à palavra “tesouro”. Os personagens perseguem o mesmo objetivo, mas cada um com propósito e expectativas próprios. A mensagem que fica é sobre a importância da jornada, não apenas do destino final.
