Shannara Chronicles | Crítica 2ª Temporada

Estamos de volta aos Quatro Mundos, onde a magia e seres incríveis reinam (mas não felizes)!

Ainda não está por dentro do assunto? Então talvez seja melhor começar com a nossa crítica da primeira temporada. Recomendamos! Principalmente para os órfãos da Terra Média (dadas as devidas proporções, é claro).

Na continuação da saga de Shannara Chronicles, voltamos seis meses após o sacrifício de Amberle para que o mundo não caísse nas mãos do Lorde Feiticeiro. Apesar de derrotado, o vilão agora envia novos (ou nem tanto) desafios para acabar com a paz momentânea do canastrão Wil Ohmsford (Austin Butler), que após um momento de luto pela perda de seu amor, agora é colocado contra os descrentes Carmersins, que querem acabar com a magia, pois segundo eles, ela é a culpada de toda a desgraça do mundo.

Encontrado pela esforçada Mareth (Malese Jow), que se diz filha de Alannon (Manu Benett), eles devem se encontrar para sobreviver ao fim da magia. Já em terras humanas, nos deparamos com Eretria (Ivana Baquero, você a conhece, leia o texto anterior pra lembrar). Ela, agora com um novo amor – Lyria – vê em um devaneio Amberle dizendo que Wil está em perigo, e por isso parte para avisar ele.

Além dos Carmesins, os mocinhos devem enfrentar Bandon (sim aquele moleque da primeira temporada) que é o porta-voz do Lorde Feiticeiro e busca sua ascensão. A série continua com o alto nível de produção, e nessas me pergunto, apesar dos personagens e histórias não tão populares, como os infelizes da Netflix e Marvel conseguem fazer aquelas produções toscas e insossas (já falamos disso aqui) de paredes de papelão e efeitos feitos pela minha prima de 3 anos (e olha, ela faria melhor). Olhando essa série, não tenho como não pensar em como seria Punho de Ferro com esse capricho. Com certeza nosso dragão teria aparecido em seu auge e deslumbrando fogos pelo nariz. Ok, fim da sessão desabafo.

Shannara Chronicles passa aqui no Brasil no canal SyFy (que vem melhorando nos seus efeitos e produções). Então, procure na sua TV por assinatura preferida.

Voltando à história, nessa temporada temos todos clichês que adoramos: um herói ‘bulinado’ que vai para o lado inimigo; uma espada lendária necessária para matar o inimigo; PAUSA DRAMÁTICA: Viagem no Tempo!; o sacrifício do herói e tudo que queremos e que às vezes se torna enfadonho, mas necessário dentro da fórmula capa-espada-fantasia. Mesmo assim, surpresas nos aguardam, como na primeira temporada (alerta de spoiler!) com a morte de Amberle, até então a personagem principal da série. Na segunda temporada (alerta de spoiler!) temos também a morte de um personagem principal (Wil). Eu ao menos se esperava que isso acontecesse (e torço para que seja verdade, não aguento a lata do ator banana sem expressão para o personagem).

Enfim, apesar das derrotas e o clichê de heróis quase sucumbindo, temos a vitória de Eretria (merece!) e uma nova rainha (Lyria), pois o perigo do mal sempre está rondando os Quatro Mundos.

Veredito da Vigília

Éderson Nunes

@elnunes