Maze Runner: A Cura Mortal | Crítica

Maze Runner: A Cura Mortal estreia na quinta-feira, dia 25 de janeiro, nos cinemas de todo o Brasil. O filme, que fecha a trilogia de de Maze Runner, com o protagonista queridinho Dylan O’Brien, segue a qualidade dos outros filmes, mas não surpreende. Um alerta: a primeira cena é a melhor de todo o filme. A perseguição na areia lembra até Mad Max (e claro, isso só pode ser um grande elogio).

Essa trilogia é mais uma daquelas histórias de distopia juvenil, como Jogos Vorazes, por exemplo. Porém, dessa vez temos muitos efeitos especiais, que deixam muito a desejar, mas que são melhores que dos outros filmes da trilogia. Inclusive, temos até um resgate com uma nave. Já vimos isso em Star Wars: Os Últimos Jedi, não é mesmo? Infelizmente, nos primeiros minutos de filme, quem já é acostumado com este estilo de roteiro já sabe exatamente o que irá acontecer. E, por várias vezes, parece que o enredo duvida da inteligência do espectador, com resoluções simplistas para grandes problemas e com uma necessidade de procurar problemas onde eles não existem.

Sem sombra de dúvida, o maior tropeço desse filme é o roteiro. Além de ser arrastado, até mesmo nas cenas de ação, o filme não possui uma história complexa. É um filme de perseguição de carro (uma mistura de GTA com Velozes e Furiosos) com correria para salvar um único menino. A motivação do CRUEL: a organização vilã da saga, que passa três filmes com crianças presas em um labirinto e sendo utilizadas em testes, é uma das coisas mais sem justificativa plausível. Sem contar que deu de filme de laboratório e doença mortal e humanidade sem futuro, né? Podemos inovar no roteiro, por favor.

Thomas, o personagem de Dylan O’Brien, é um daqueles heróis jovens que querem salvar todo mundo, não querem atirar em ninguém, quer dar a vida dele pela humanidade. Um tanto quanto utópico e muitas vezes desnecessário, mas a atuação é suficiente para esse papel, onde ele acaba levando todo o filme nas costas. Nenhum outro ator se sobressai. São atuações típicas de produções adolescentes, nada que surpreenda.

Talvez o que passe batido, mas que podemos analisar, é uma crítica social proposta. É possível ver uma discussão entre as pessoas que vivem na cidade “esterilizada” e as pessoas que ficam do lado de fora do muro, como tivemos em O Expresso do Amanhã e depois, em 3%, no Maralto. As pessoas que são selecionadas podem desfrutar de uma vida confortável, com segurança e saúde. Quem fica ao lado de fora do muro, está à margem da sociedade, não podendo ter o mínimo de condição para viver. Ou seja, o mundo é daqueles que têm dinheiro ou sorte.

No final, apesar de todos os pesares, o filme fecha a trilogia de forma honesta. Em todos os seus erros, Maze Runner: A Cura Mortal tem efeitos especiais melhores que os outros dois filmes da saga, mostrando uma evolução técnica. É um bom filme pipoca pra quem curte esse estilo de filme. Mas não se empolgue.

Veredito da Vigília