Jumanji: Bem-Vindo à (diversão) na Selva | Crítica

Quando você vai assistir a um filme que mistura Dwayne “The Rock” Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan você já sabe, ou pelo menos imagina, o que vai vir pela frente. E por isso, Jumanji: Bem-vindo à Selva não vai te enganar nenhum pouco. Mas, dependendo de sua linha de raciocínio com essa primeira frase, você pode se surpreender. Isso porque essa renovada em “Jumanji”, clássico com o eterno Robin Williams, lá de 1995, é divertida pra caramba (pra ficar na onda do politicamente correto). Tem um bom elenco, boas ideias e recicla o jogo sem fazer um remake que só muda as peças do tabuleiro. Não. O tarimbado diretor de comédias Jake Kasdan (New Girl e que inclusive trabalhou na finada Freaks And Geeks) mostra que sabe também conduzir uma boa aventura de entretenimento. O clássico feelgood movie.

Pra quem traz na bagagem o filme de 95, tudo fica ainda mais tranquilo. O passado é respeitado e bem adaptado, mostrando a evolução do jogo, passando pelos anos 90 até os dias de hoje. E quem viveu nos anos 90 ainda vai ter aquelas pontinhas de saudades dos antigos games em 16 bits e clássicos arquétipos dos personagens que se costumava (e ainda existe por aí) escolher nos arcades da vida. Pros mais novos, a turma repaginada mostra bem a diversidade que vemos nas escolas, suas manias e quase abstinência quando fica longe do celular. A ideia de entrar no jogo é a mesma. Mas agora o tabuleiro dá lugar ao videogame. Sugados para Jumanji, os garotos Spencer (Alex Wolff), Fridge (Ser’Darius Blain), Bethany (Madison Iseman) e Martha (Morgan Turner) terão que arriscar suas vidas para 1- sair dessa, 2-salvar Jumanji e 3- sobreviver.

Nick Jonas, Dwayne Johnson, Karen Gillan, Jack Black e Kevin Hart no feelgood movie que você respeita.

E o roteiro segue a risca os games. Eles, agora em personagens cheios de características próprias, terão que usar seus novos dons juntos para reposicionar a jóia que empoderou o maldoso Van Pelt (Bobby Canavale) e, consequentemente, restabelecer a paz na selva. Esqueci algo? Ah, sim, em meio a tudo isso, ainda vão resgatar um jovem que está lá a mais tempo: Alex (Nick Jonas). E tal qual num game dos 90, eles têm vidas e fases a passar. Em algumas delas, algumas pistas preciosas, que, obviamente serão repetidas como na interação programada e limitada de uma época recente dos videogames com três botões. De quebra, muitas piadas com essas possibilidades. Muitas piadas também com a troca de sexo da menina Bethany, que em Jumanji encarna a pele de um “homem obeso de meia-idade” (Jack Black).

A mistura toda ainda funciona com um fundinho de lição de moral. Como todos os jovens estão pagando por atitudes equivocadas no High School, a história maluca de entrar para dentro de um jogo vai abrir a mente deles para a sociedade e fazer uma auto-análise das mais apuradas, com direito a animais selvagens e um quase game over. Então, cada um deles ainda ganha uma pequena evolução de caráter. Tudo em função do jogo, dos personagens em que se transformam, e claro, da necessidade de sobrevivência. Em Jumanji, até mesmo os momentos ruins são feitos para rir. E tudo funciona muito bem.

Veredito da Vigília