Star Wars: Os Últimos Jedi | As chances desperdiçadas

Star Wars: Os Últimos Jedi, o oitavo episódio de uma das maiores sagas de ficção científica do cinema chegou com tudo. O longa alcançou o feito de ser a segunda maior estreia mundial, ficando atrás do seu antecessor O Despertar da Força, arrecadando US$ 450 milhões em todo o mundo em seu primeiro final de semana. Os números tendem a crescer nas próximas semanas, mesmo não agradando a todos os fãs. O filme tem duas pontas ótimas (o início e o fim), mas um recheio nem tão saboroso quanto ao que vimos no resgate de J.J. Abrams em dezembro de 2015. Na minha modesta opinião, algumas chances foram desperdiçadas. Tudo isso, no entanto, não tira os méritos de Rian Johnson, que conseguiu fazer um filme com a alma de Star Wars com ingredientes novos e até certo ponto bem diferentes. Falei disso na crítica (relembre aqui).

Entre momentos épicos e outros dispensáveis, ficaram algumas chances desperdiçadas. Confira:

O caricato general Hux (Domhnall Gleeson)

Muita informação – Star Wars: Os Últimos Jedi descarrega muita informação durante toda sua condução. E às vezes, menos é mais. E quando se tem muita coisa acontecendo e há essa ânsia de colocar tantos sub-textos na história, a trama principal acaba sendo afetada. Dois blockbusters caíram nesses exageros nos últimos anos (pra citar os mais óbvios do mundo nerd). São eles: Vingadores: A Era de Ultron, e Batman Vs. Superman. Esse último conseguiu misturar pelo menos três grandes histórias dos quadrinhos em uma só, enrolando todo o meio de campo. E isso aconteceu em Os Últimos Jedi, e onde alcançamos o nosso próximo tópico.

 

Uma barriga sem grandes justificativas – com tantos ‘side-quests’, quase um para cada personagem, somos atirados a missão de Finn (John Boyega) e Rose (Kelly Marie Tran) no planeta Cassino. Em busca do único homem que poderia ajudar com a ferramenta para “driblar o adversário”, somos introduzidos na parte mais sonolenta da trama. E ela não leva a lugar algum (embora o futuro possa me enganar). O que nos leva ao próximo nível.

Essa dupla: não comprei.

Tempo de duração – na verdade, esse ponto é a total consequência dos anteriores. Com tantas informações e conteúdos que não geram consequências graves, acabamos por ter um filme com um tempo de duração maior.

O humor não funcionou – os alívios cômicos chegaram a me remeter a Thor: Ragnarok, e consequentemente a uma teoria de que os filmes da Disney estão se repetindo em fórmula, o que acaba desgastando as engrenagens. Depois de toda a saga em O Despertar da Força, Rey passa o sabre de luz para o seu dono, que já o toca pra trás… Calma lá gente!!!

Visual nota 10. Perfil nota 3.

Perda de personagens – Finn e Poe Dameron (Oscar Isaac) foram grandes surpresas em O Despertar da Força, e aqui são perdidos. Poe vira o piloto inconsequente, enquanto Finn, com toda sua bagagem de ser o traidor da Primeira Ordem, agora acaba ficando um tanto deslocado. Por fim, a Capitã Phasma (Gwendoline Christie). Parece que vai ser esse personagem que só serve para ser dar mal mesmo. É só visual.

 

 

O final de Luke Skywalker – Épico… sim, o final foi realmente épico. Você tem um exército contra o maior Jedi de todos. Azar é do exército. Mas né, gente, se ele derrubasse os AT-AT (ou walkers) seria ainda mais. Era só balançar a mão…

Porgs – Não, brincadeira. Gostei dos Porgs.

Veredito da Vigília