Depois Daquela Montanha | Crítica

Idris Elba e Kate Winslet. Dois grandes astros do cinema juntos em uma história de amor e sobrevivência. Não exatamente nesta ordem. Essa é a tônica de Depois Daquela Montanha (nome adaptado de The Mountain Between Us), obra dirigida por Hany Abu-Assad e que remonta o livro de mesmo nome, do escritor de romances Charles Martin. Com estreia no dia 2 de novembro em todo o Brasil, a sessão é um bom programa para quem sente falta de um drama que mistura romance e pequenas doses de aventura.

Elba é Ben, um neurocirurgião que está viajando para cumprir uma importante operação em uma criança, enquanto Kate é Alex, uma repórter-fotográfica que está prestes a casar e estava longe de todos os preparativos em função da profissão. A história dos dois acaba se fundindo após uma série de cancelamentos de vôos. De forma rápida e direta, sem grandes preocupações com os detalhes, o filme já coloca os protagonistas lado a lado para, numa ideia absurda de fretar um avião particular em meio a possibilidades de grandes tempestades, cumprir suas tarefas profissionais e pessoais.

Embarcando num bi-motor pilotado por um ex-veterano de guerra e seu cachorro, os dois acabam iniciando uma jornada de mais de três semanas que jamais haviam imaginado. Poucas horas após decolar, vários problemas com o piloto os levam a um acidente aéreo entre as montanhas na neve, e a mais de 3500 metros de altitude. Lá, eles terão que se virar, juntamente com o cachorro, para sobreviver e tentar encontrar ajuda. O problema é que a pressa que os fez tomar o avião não os ajudou nem mesmo em comunicar algum familiar ou mesmo relatar o plano de voo às autoridades. Se existe indiada maior, você ainda não conheceu.

Na neve, os dois terão que se conhecer e perceber que cada um tem um tipo de perfil muito marcante. É lá também que teremos lindas cenas de montanhas e neve e algumas cenas capazes de lhe tirar o fôlego. Dá até pra se segurar nas cadeiras. Todo o tipo de problema que você pode imaginar vai aparecer daqui pra frente. E se tratando de um filme com acidente aéreo na neve, alguns deles ficam bem fáceis de prever.

Como também é fácil de se prever, os atores entregam bons personagens e interpretações. O problema de Depois Daquela Montanha é que, independente de ver ou não os trailers, já se sabe a história toda. E um filme sem surpresas acaba sendo um filme sem grandes atrativos. Embora totalmente bem executado, o marco na vida dos dois se desenha previsível do início ao fim, assim como as soluções e suas cenas finais, que nos tiram também da possibilidade de se apegar ao filme ou mesmo aos personagens de forma mais forte.

No final das contas, Depois Daquela Montanha é um bom pretexto para comer pipoca, mas nada que as pessoas possam se lembrar algumas horas após o fim da sessão.

 

Veredito da Vigília