Mulher-Maravilha: o filme que precisávamos ver

Mulher-Maravilha. Que filme, vigilantes. A Cultura Pop precisava dele. Mais do que uma produção de respeito e uma fotografia que não deixa a desejar, Mulher-Maravilha fala sobre o que precisamos falar: a mulher ocupando o seu espaço na sociedade. Temos uma super-heroína que quer terminar com a guerra, um tanto quanto inocente, mas que demonstra sua força e o melhor: revive o ícone para toda uma geração.

A protagonista é vivida por Gal Gadot, uma israelense que serviu o exército do seu país e agora deu cara para esse papel. Tivemos no elenco a grande Robin Wright, a chefe do exército de Themyscira e que também deu vida a Claire Underwood, a presidente dos Estados Unidos em House of Cards, que batalhou para ganhar o mesmo que seu colega de cena, Kevin Spacey. E para direção, Patty Jenkins, que quase trabalhou na Marvel e brilhou nesse filme da DC. Além disso, grande parte da produção era composta por mulheres.

Aí devemos tirar nosso chapéu para a DC. A empresa não deu apenas um papel de coadjuvante para essa personagem, como a Marvel faz com as suas personagens femininas. Claro, não podemos esquecer das séries da Agent Carter e da Jessica Jones, e do filme da Capitã Marvel e do possível filme da Viúva Negra. Mas a magnitude da Mulher-Maravilha deve ser destacada! Mulher-Maravilha brilhou, repetindo sua participação, que roubou a cena em Batman vs Superman (2016). Em um filme que nem levava seu nome, ela já cativou e nos mostrou o que estava por vir. E o melhor: não precisou de homens para nada, ninguém tirou seu protagonismo. Trevor foi importante para a trama, mas como ele mesmo disse, ele salvou o dia, enquanto ela pode salvar o mundo. Determinada, destemida e inquieta, Diana participou das missões, lutou e foi incrível.

Contudo, uma das grandes sacadas desse filme, assim como já havia sido abordado na série da Agent Carter, foi mostrar que nós, mulheres, por mais que ocupemos os nossos espaços na sociedade, sofremos preconceito todos os dias. Comentários como “ela é uma mulher” ou “tem uma mulher aqui”, são intrínsecos no íntimo masculino e vêm a tona, mesmo em 2017. Precisamos quebrar barreiras e mostrar que somos tão capazes quanto os homens que nos cercam. Podemos falar sobre qualquer assunto e fazer qualquer coisa e, homens, lidem com isso.

Pequenas meninas agora podem se espelhar em um dos destaques da Liga da Justiça: a Mulher-Maravilha. E são com essas representações que vamos empodenderando a nova geração e dizendo que nós também podemos ser o que quisermos.

  • Greice Eltz

    Muito bom, mesmo não sendo uma admiradoooora de filmes de super heróis, adorei esse filme, saí querendo salvar o mundo…hahaha