A Bela e a Fera | Crítica

Antes de começar eu preciso fazer uma confissão: esse não era um dos meus filmes favoritos na infância. Para assistir e fazer o comparativo, assisti novamente o filme original, de 1991. E já posso sentenciar: a versão Live Action é realmente bem fiel. Tanto nas músicas quanto na história.

Para você que não lembra, a Bela, que foi interpretada por Emma Watson (nossa querida Hermione), era uma menina do interior que não encontrava seu lugar na sociedade, afinal, ela gostava de ler e era quase uma menina independente. Um dos pontos mais legais do filme é conseguir colocar em cena uma protagonista feminista! Ela usa da sua inteligência para criar invenção e, logo, ter mais tempo para os livros. Aliás, uma das grandes diferenças são as críticas sociais inseridas dentro do comportamento dos personagens, como o Gaston (Luke Evans), um homem absurdamente machista que diz pra Bela que ela precisa se casar com ele, senão vai ficar solteira e ter que pedir dinheiro na praça da cidade (Oi?).

Outra diferença é o roteiro estendido, tentando tapar buracos da primeira versão. Por um lado, o filme fica mais explicativo, por outro, ele fica longo. Aí entramos nos problemas do longa: ele se torna arrastado e muito parado em algumas partes (dá até um pouco de sono).

O visual agrada. Na maior parte do tempo, é bonito, e encanta muito no início do filme. Mas tem cenas que parecem uma tentativa barata (mesmo nós sabemos que ela foi milionária) de remendar algumas sequências. Inclusive, a fera é muito mais legal e mais bonita que o príncipe.

Resumindo, esse é um Live-action que serve como fanservice, mas para por aí. Não me emocionou como Mogli fez. Vá ao cinema com vontade de resgatar o passado e sem muita expectativa. Vale a pipoca!
A arte do filme está linda! E ficou ainda mais legal nas estampas da Chico Rei: http://bit.ly/2okP3Ob

Veredito da Vigília