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God of War: o jogo do ano

É legal começar esse texto dizendo que God of War é um jogo incrível desde quando foi lançado em 2005 para o PlayStation 2 e eu mal podia jogar ele por ser brutal e conter nudez. Treze anos depois, somos apresentados à uma nova dinâmica de jogo, novas tecnologias e o melhor de tudo: uma nova mitologia. Lembro quando vi o anúncio do novo God of War na E3 de 2017, fiquei chocada. Kratos, o Deus da Guerra, que havia conquistado o Olimpo, estava em um dos mundos da mitologia nórdica, com um filho!

As lâminas do caos foram trocadas pelo machado Leviathan, o que muda um pouco o estilo de combate que era utilizado nos outros jogos e agora Kratos pode lutar de forma mais fluída. O visual de Kratos também mudou, ele continua com o básico do visual clássico, o corpo acinzentado e as tatuagens, porém com uma barba bem característica de um estilo nórdico. Toda a vestimenta também é editável.

Existe um lugar para Atreus no meu coração.

Toda a aventura é jogada com um companheiro, Atreus, o filho de Kratos. Atreus é um dos melhores companheiros de todos os jogos que já joguei. Ele tem um desenvolvimento de personagem muito bom, é realmente importante para a história e ajuda muito em batalhas, porque há um botão dedicado apenas para os ataques dele. Comecei amando Atreus e ficando com muita pena dele, com o fato de perder a mãe e ter um pai incrivelmente linha dura. Mas é um jogo longo, há tempo para ficar com sentimentos conflitantes sobre o garoto. É interessante como o roteiro do jogo consegue colocar o desenvolvimento da relação pai e filho de Kratos e Atreus. Sem dar spoilers – só um aviso – quando Kratos e Atreus se desentendem, Atreus deixa de ser um personagem controlável e começa a agir por si mesmo, entrando em batalhas e atacando sem um comando prévio, o que deixa a narrativa do jogo ainda mais interessante.

Duas coisas são atrativas logo de cara: os cenários são incríveis e a renderização. Os cenários são complexos e super bem texturizados (exceto a água: tudo na água é ruim, desde a física, a textura ou a animação). Ainda sobre a parte mais técnica do jogo, outros três pontos merecem ser comentados são a câmera, as batalhas e as telas de carregamentos. Esse é o primeiro God of War da franquia que possui uma posição de câmera livre em terceira pessoa, deixando com que o jogador consiga explorar melhor o espaço. A jogabilidade em batalha melhorou muito, deixando elas mais dinâmicas e criativas. Particularmente, senti um pouco de falta da brutalidade comparando com os jogos anteriores.

Kratos com um novo estilo e mais controle da raiva… Ou não 😀

Essa versão de God of War não possui telas de carregamento, o que faz o jogo parecer todo um grande filme, conectando todas as partes. Os únicos momentos que há algo “parecido” com a tela de carregamento, é quando utilizamos a opção de viagem rápida, que uma porta de luz se abre e temos um segundo de tela branca, que serve para carregar a passagem da viagem rápida. Os reboots de Tomb Raider também usaram essa mesma tecnologia em várias partes dos novos jogos, porém, não em todo ele como God of War conseguiu fazer.

God of War tem tudo para ser um dos melhores jogos do ano. É bonito esteticamente, os inimigos são difíceis mas não impossíveis, a jogabilidade é ótima e a narrativa do roteiro é completamente envolvente. O jogo é produzido pela Sony Interactive Entertainment e está disponível para PlayStation 4.

 

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